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sábado, 13 de dezembro de 2014

Dicionarizar #10



* Com o alto patrocínio do P.P.M., um fiel seguidor, cá dos nossos, que descobriu este atentado!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dicionarizar #9

Desgrassa é escrever assim, isso é que é uma desgrassa sem graça nenhuma!
 
 
 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Dicionarizar #8


E é isto a minha vida: uma luta constante para não sucumbir à vontade de sair porta fora, de dicionário em punho, a evangelizar esta cambada que ousa tratar desta forma grosseira a nobre língua do outro desgraçado que por pouco não morre afogado, coitadinho! Mas como nem só da forma vive o texto, o conteúdo também não deixa nada a desejar: aquela parte em que assume ser um iluminado, capaz de conceber um plano tremendo, não deixa espaço para dúvidas acerca da qualidade da inteligência do tipo.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Dicionarizar #7

 
Em duas ocasiões distintas esta criatura viu-se aflita para escrever o mesmo vocábulo. Alguém lhe explique, por favor, que já inventaram o termo "desde". 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dicionarizar #6

Filhos únicos, tal como pessoas únicas, somos todos! Eu não sou a única filha dos meus pais, mas sou, como a minha irmã, uma filha única.

O adjectivo anteposto ou posposto ao nome faz toda a diferença, gente. Um bom truque é pensarem no caso da "rapariga boa" e da "boa rapariga".

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dicionarizar #5

 
Adoro a técnica da pontuação a substituir o espaço entre as palavras. Poupa imensa trabalheira a pensar onde pôr uma vírgula aqui, um ponto final ali...
 
 
[Obrigada por partilhares J.]

quarta-feira, 26 de março de 2014

Um conde como já não se fazem!

«Olhe menina, a mim o que me apetece é entrar por um desses estabelecimentos [da Função Pública] adentro, com uma metralhadora. Não quero matar inocentes - Deus me livre! - mas apetece-me dar cabo do coiro a esses bandidos que nos governam. Que eu cá sou perito em explosivos e como já estou com 84 anos pensei: Não vou agora acabar os meus dias num asilo onde só há mortos vivos. Não, senhor! Como sou perito em explosivos - já lhe tinha dito isso, não já? - faço um daqueles coletes como os daqueles moços que se mandam pelos ares lá para aqueles países. Mas eu sou mais esperto que eles! Não rebento comigo, era o que mais faltava, que eu não sou tolo. À uma sou descendente de um conde, à outra eu sei dar ao gatilho e fujo. Estoiro só com o colete, 'tá-me a compreender? E depois vou preso. A Carregueira é melhor que um asilo. Bem sei que está cheia de pIdófilos, mas olhe, eu também posso ser pIdófilo... mas é de meninos com mais de trinta anos. Como desses polícias que para aí andam feitos patetas. Era pregar com eles todos na lavoura que aquilo é uma corja que veio da província, gente que só comia batatas com azeite ao almoço e ao jantar, e que agora tem a mania que podem. Ah, já agora menina, cuidado com as barrinhas oblíquas que usam aí nos textos e assim. Sabe que aquilo para mim é um número. Sabia lá eu que era uma barrinha? Ora, quando era moço, estava um dia no Paiol - que eu era da Artilharia e dos Explosivos - vem uma ordem do comando, eu pensei que a barrinha era um número, armou-se uma confusão porque desatámos a disparar e quando demos por ela já estávamos a bombardear Setúbal. Imagine a barafunda!»


 
Nota 1: Com 84 anos acha que é o Usain Bolt: foge assim que dá ao gatilho! Ah Rambo!
 
Nota 2: Está visto que sou uma campónia de primeira! Eu cá adoro batatas torradinhas na brasa, regadas com azeite e com umas azeitoninhas a acompanhar.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dicionarizar #4

 
 
E o senhor se tivesse tanta habilidade para fazer dinheiro como tem para assassinar a língua portuguesa já era um Bill Gates há muito!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

De sábio e de louco todos temos um pouco. #2

- A minha prima não o deixa ir apanhar a vacina. Ele quando é medicado coiso... afrouxa, prontos, 'tás a entender? E ela para ter um homem por inteiro sujeita-se a ter o marido doidinho. Porque ele se apanha a vacina não nada.. coiso... prontos!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dicionarizar #3

Gente: não se diz «Eu namoro COM a Maria.» [Queríeis!]
Diz-se: «Eu namoro A Maria.» Se namorarem com a Maria, o Manel, a Engrácia ou o Pancrácio quer dizer que namoram a Joaquina e levam a Maria, o Manel, a Engrácia e o Pancrácio a fazer de vela, entendeis? Basta pôr essas cabecinhas lindas a pensar um pouco para perceber que faz muito mais sentido e é muito mais romântico: namorar alguém, enamorar essa pessoa... Esmerai-vos, fazendo favor. Hoje e todos os dias, que isto do Dia de São Valentim é coisa para dar trabalho 24h por dia, 365 dias por ano.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

De sábio e de louco todos temos um pouco. #1

Ouvido numa superfície comercial, daquelas «chique a valer».

- Porra! 5€ por uma garrafa de água?! Mas quê? Alguma virgem lavou a pássara com ela?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Sherlock de trazer por casa.

Volta e meia os meus dias ganham outro colorido pela mão de pessoas que nem conheço e que acham por bem partilhar comigo as suas divinais teorias.
 
«Eu esitve a pensar, menina, e olhe que para os fogos começarem a horas tão impróprias, aquilo só pode ser obra dos terroristas. Que eles estão em todo o lado, não é só na América!» Como diz a D. a questão das horas impróprias deve-se, certamente, ao jet-lag.
 
«Porque eles estão sempre a dizer na Televisão que aquilo é obra de pessoas que são doentes mentais. Ora, não hão-de ser todos doentes mentais. Eu cá não sou. A menina também não é, pois não?» Quanto a ele não sei, mas no que me diz respeito ainda está por confirmar e aguardo o resultado dos exames médicos.
 
«Eu até disse ao Senhor Comandante dos Bombeiros: vocês não têm mais remédio que não pegar nos carros, nos camiões e irem os Bombeiros todos deste país, manifestar-se para a frente da Assembleia da República! Mas o Senhor Comandante disse-me que nesta altura, com tanto para fazer, não se podem pôr com essas coisas. E as pessoas, das aldeias e assim, até podem levar a mal não, é
 
Como dizia a minha avozinha: cada cabeça sua sentença. Eu tenho para mim que este senhor a comandar os destinos do país durante um par de dias era coisa para não resolver nada, mas que animava a malta garanto que animava. Só eu e Deus é que sabemos a dor que se me pôs no externo ao tentar controlar as gargalhadas sonoras que a conversa do senhor me merecia.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Dicionarizar #2

Se há coisa de que gosto é das expressões semi-inventadas ou caídas em desuso mas frequentes entre a família. Há termos que são absolutamente nossos, maioritariamente da autoria de papai e funcionam que é uma maravilha porque todos (incluindo os amigos) sabemos o que significam. Apesar de ser um linguajar próprio e comum entre nós, há sempre expressões novas e quem me consiga fazer engasgar de riso enquanto almoço, como sucedeu no domingo passado.
 
Mamãe: Sabes o fulano X, aquele da terra Y?
Titio: Hmmm... gosto pouco. É dos que tem três pelo no cu como as rãs!!
 
 
 
TRADUÇÃO: O fulano X deve dar-se a ares porque ter três pelos no cu como as rãs é sinal de sobranceria. Por esta ordem de ideias fiquei a pensar quantos pelos no cu, salvo seja, terá a rã do Mourinho...

domingo, 18 de agosto de 2013

Manual de sobrevivência às festas do Agosto na terrinha.

Quais gnus, andorinhas ou avecs, chegado Agosto, inevitavelmente, o grupinho da maltosa ruma à santa terrinha para a desgraça colectiva. Desde as mesas fartas e bem regadas, às solas gastas nos bailaricos, passando pelo internamento colectivo na ala de transplantes hepáticos, as Festas são, todas elas, caso de sério estudo antropológico. Mas como me falte o tempo para tal investigação e dado que o soro no braço não facilita a redacção limito-me a algumas regras básicas para sobreviver a esses dias tenebrosos.
  • Se calhas de ser professora e por acaso as desnudadas dancenetes que se abanicam no palco forem tuas alunas, dado que também elas te viram a ser transportada de carro com os pés fora do vidro visivelmente animada e já sem sede, aplica-se a milenar regra de que "o que acontece in VM stays in VM".
  • Há, invariavelmente, entre o público quem cante efectivamente melhor do que aquela ave rara agarrada ao microgaitas em altos berros. E, na volta, está disposto a desfiar o repertório Tony-Carreiriano à borliú e em versão afinadinha. 
  • A única ocasião em que não pareceremos rebarbadas por pedirmos que a vedeta nos assine o colo ebúrneo (no caso das restantes amigas é bem moreno, que eu sou a única copo-de-leite) ou que faça um filho a uma de nós (com quem por acaso a vedeta até vive) é se essa criatura, imbuída de grande espírito altruísta (também conhecido entre nós por Sagres), achar por bem subir ao palco e deleitar-nos com uma voz de rouxinol. 
  • Se um senhor de idade mas com ar respeitável te perguntar "a menina dança?" por menos que te apeteça, acede ao pedido. E se porventura o tal senhor fizer questão de dançar bem agarradinho enche-te de paciência e pensa que, a avaliar pela idade, há décadas que não deve ter oportunidade de sentir um busto decente que não lhe dê pelo umbigo. 
  • Havendo um cromo que não deslarga e ronda o osso à espera de nos vencer por exaustão só há uma coisa a fazer: dependendo do tamanho do marmanjo ou lhe aviamos uma porrada com a mala ou o liquidamos com um: "filhinho, tu não terias dinheiro que chegue para me pagar e de graça nem o cão trabalha". A cara aparvalhada com que ficam dá um toque final perfeito ao episódio.
  • Há sempre um bêbedo, com borbulhas na cara, menos dez dentes do que as outras pessoas, de pipo saliente, a dançar de modo frenético e que, inevitavelmente, acha que é boa ideia convidar-te para dançar. É atirar-lhe logo com um "Je comprends pas ce que vous me dites, monsieur" ou, em caso de maior impaciência uma versão mais breve: "Antes dá-la aos pássaros, carééédu!"

domingo, 4 de agosto de 2013

Há pessoas que no período pós-almoço só falam escocês...

Segue-se o relato fiel de um diálogo ouvido de "relance" no autocarro:*
 
- Ui, nem calcula como ele tem estado! O rapaz anda-me para ali a vomitar vai para mais de cinco dias. Ele que até a tropa fez, pôs-se-me naquele estado e ninguém sabe porquê.
 
- Olhe, a gente somos como os iogurtes: depois de tirados do frio, andamos com eles nos sacos e coiso, e quando os pomos outra vez no frio já estão estragados.
 
 
Oiiii??? Com que água é que as senhoras acompanham o almocinho, mesmo?
 
 
 
* Sim, eu sei que "de relance" é um olhar rápido!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Nisto dos enlaces quando não vai a bem vai a mal: candidato-me a madrinha do Principezinho.

Estive aqui a fazer umas contas de cabeça e cheguei à conclusão que a Inglaterra está em dívida - mas das grandes! - para connosco, Portugalinho à beira-mar espatifado. Vejamos: o Mourinho, que é só o melhor treinador do mundo, salvou o Chelsea e deu um ânimo novo a um campeonato que foi liderado pelos séculos dos séculos pelo Sir Múmia Ferguson. O Horta Osório é um génio com a dinheirama alheia (podia fazer o mesmo com as contas do seu próprio país, já agora) e evitou a morte mais do que anunciada do Loyds. Não esqueçamos que a mania de se empiteirarem com o chá das cinco foi a desgraçada da Catarininha de Bragança, falidos que estávamos de malbaratar os dinheiros das índias e dos brazis e sem mais dote que não as folhitas de chá, que lha incutiu. Calha a moça nunca ter sido recambiada para terras de Sua Majestade e ainda hoje só se tratavam a cerveja e a Gin.
Ora, por esta ordem de ideias, e já que não sobra ninguém decente naquela família com quem me amancebar, parece-me mais do que lógico e justo que nos retribuam todas as boas obras até hoje por nós praticadas mediante o convite para ser madrinha do petiz. Sempre e quando os padrinhos sejam da realeza que ainda resta por casar por esta Europa fora... que para pobrezinhos já eu tenho muitos por perto.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dicionarizar #1

Volta e meia bato estes olhinhos lindos-que-dói em pérolas da língua portuguesa quando maltratada e das duas uma: ou entro em hiperventilação ou tenho ataques de riso. Adoro quando as pessoas se armam aos cágados, como diz a minha mãe, e depois metem a pata na poça. Felizmente ainda há almas caridosas como eu, prontas a servir a nação e o mundo, a título gratuito e sem mais nenhum interesse que não seja o de preservar a minha saúde mental.
 
Hoje alguém se saiu com esta: «As ideias foram surgindo em catapulta [...]». Não foram só as ideias que foram projectadas sabe Deus para onde; o cérebro da criatura há muito que, notoriamente, também saiu desarvorado por esse mundo fora.
 
 
catapulta
s. f.
Antiga máquina de guerra que arremessava projécteis.
 
catadupa (latim Catadupa, -orum, catarata do Nilo)
s. f.
1. Queda estrondosa de água corrente. = CATARATA
2. Saída ou corrente impetuosa de algo (ex.: elogios em catadupa). = JORRO, TORRENTE

Fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Afinal quem manda aqui?

Num país onde tudo é, volta e meia, considerado insconstitucional, vem o senhor Presidente da República, recém ressuscitado, assegurar que ou há entendimento no recreio do jardim infantil ou há outras alternativas, nomeadamente as soluções previstas no quadro do sistema jurídico-constitucional. Pois, 'tá bem abelha!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ai aguentamos, aguentamos.

«Portas é tão frágil como Seguro, mas mais bronzeado e a fazer de conta que é liberal. Infelizmente, para ele e para nós, depois do balão do CDS esvaziar, sobrará a realidade do muro da dívida, da Europa do Norte em negação e de um processo longo e socialmente arriscado de ajustamento.

Mas a memória das pessoas é curta e o entendimento da economia fraco - e Portas pode vir a colher os louros, sobrevivendo politicamente. Afinal, fomos postos na mesa de póquer por isso, não foi?»
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Não é mau feitio. Tinha era fome!

Quando eu penso que no tocante a atendimento ao público já vi e ouvi de tudo, eis que há sempre mais algum(a) cromo(a) disposto(a) a encimar a lista de bacoradas das mais valentes jamais vistas. A última deu-se numa Padaria cujo nome nem preciso de dizer porque não me paga para a publicitar (muito menos tratando-se de má publicidade) e porque tenho intenções de a riscar de vez do meu mapa.
Caríssimos senhores da dita pastelaria, a ver se nos entendemos: da terra de onde eu venho (e tenho cá para mim que na terra de quase todas as outras pessoas) uma torrada implica duas fatias. No mínimo. Pode ser uma fatia compridona cortada em duas. Ou podem ser duas mais pequenas. Mas uma só fatia, de tamanho pequeno (nem médio era), não é uma torrada aqui nem em lado nenhum! 
Dava tudo para a rapariguinha ter desatado a argumentar comigo quando lhe disse que o singular - torrada - está para as duas fatias como sandes está para um pão só: é assim mesmo e pronto!
 
Se ainda ao menos me pagassem para vos andar a educar!