quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cantas bem mas não me encantas!

Às vezes as pessoas dizem coisas que funcionam assim tipo arroto. Ficamos mais bem dispostinhos - porque aliviados -, mas vistas bem as coisas não serviu de nada: é só ar. E ainda no campo das analogias e das ventosidades, podemos ir por aí abaixo (literalmente) se nos referirmos àquela fase em que a conversa se adianta e tende a começar a cheirar mal...

terça-feira, 2 de abril de 2013

É por estas e por outras que às vezes acho que estamos condenados sem remédio!

Manhã. Autocarro. Senhor na casa dos cinquentas. Senhora na casa dos quarentas. Travam-se de argumentos a propósito de nada (sim, o nada pode ser um assunto que dá pano para mangas quando queremos fazer pirraça) e quando não conseguem elevar mais o tom de voz, "não vão de modas", pegam-se à guarda-chuvada. Saí na paragem seguinte. Há dias em que não aguento a decadência da raça humanóide.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dias assim são de uma inutilidade que até cansa!

A manhã vai a meio e até agora fiz zerinho coisas úteis. Vá, actualizei a leitura dos blogues habituais. Aprender alguma coisa que é bom, 'tá quieto! Não fazer nenhum afinal também cansa.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Tal & Qual #1

«Claro que herdei alguma coisa dele: a solidão feroz, a capacidade de ser horrivelmente desagradável para os outros, os caprichos não tão incompreensíveis quanto isso, apenas defensivos, a agressividade injusta, o receio que me toquem demasiado fundo e fique tão sem pele, tão vulnerável, tão à mercê dos outros. Salvei-me através da escrita, matéria para a qual o Janjão, com grande dor sua, não tinha o menor talento
 
A.L.A. in "Visão"

    quinta-feira, 21 de março de 2013

    E pensar que a minha vida já foi isto...

    Poderia melhorar? Poderia! Mas duvido que aconteça!*

    Já te contei aquela das duas amigas que vão sozinhas ao cinema e acabam a ver um filme mesmo sozinhas?
    E aquela da gaja boa que vai fazer exames ao sangue e que se sente mal, transpira, quase desfalece e quem lhe vale é uma arqui-inimiga?
    E aquela da miúda gira que vai ao banco, mas como faltou a luz está tudo bloqueado e leva com uma seca?
    Ou aquela da rapariga querida que é cravada logo pela manhã para pagar a TMN da tia, dos primos, do cão e do papagaio?
    Também há aquela da moça que tem de levar com a prima em fanicos porque deixou passar o prazo da candidatura ao Mestrado e tem de ser ela a dar um jeitinho na coisa?
    Ou - e esta adoro - aquela outra papalva que recebe uma chamada de um número estranho, a pagar ao destinatário, aceita e sai de lá uma voz com sotaque de gueto a perguntar quem fala?
    O que têm em comum estas anedotas do quotidiano? A protagonista! E o facto de em menos de 24 horas a vida da mesma se ter tornado um circo ambulante (ambulante quando se mexe, porque em não se mexendo vêm as peripécias ter com ela).

    Era só isto! Podes voltar para a cozinha a pilar tomates.
     
    * Texto original enviado à amiga R. em Setembro de 2010.