segunda-feira, 15 de abril de 2013

Como complicar o que é simples.

Quando teimamos em ignorar os sinais, não nos podemos queixar da vida! Sobretudo quando, como no meu caso, a receita para o desastre é bem simples.
Comece o dia convencida que está uma caloraça de todo o tamanho só porque vislumbra uns raios de sol pelas frestas das persianas. [O São Pedro nem está precisado de internamento no Júlio de Matos nem nada!] Acto contínuo, vai de pôr um vestidinho sem se certificar de que lá fora faz mesmo, tipo, fresco, vá, digamos. Saia do escritório já de noite, quando faz ainda mais frio do que de manhã. Não contente, apanhe o autocarro X, mesmo depois da advertência para não o fazer. Passe mais de uma hora enfiada num autocarro que tem as janelinhas todas escancaradas, dá a volta a todos os recantos esconsos da cidade e pára em todas as capelinhas, sobretudo nas frequentadas por gente de má fama. Se temi pela vida? Nããã. Pelos dois rins, vá...
 

sábado, 13 de abril de 2013

Manual de utilização das escadas rolantes.*

Pessoas do meu país,

 Perdoai-me a impertinência de, nos dias que correm, em que a época do Benfica se assemelha difícil, em que a Troika já nos exige tanto sacrifício e a maçada das aulas está para recomeçar, vos vir importunar com mais um pedido... Uma frioleirazita sem jeito algum. Passa-se o seguinte: tenho para mim - vá-se lá saber porquê - que quando Deus Nosso Senhor inventou as escadas rolantes tinha em mente a comodidade das pessoinhas, para que subissem nas ditas cujas e fossem levadas para o andar de cima ou o de baixo, consoante a conveniência de cada um. De acordo. Esqueceu-se foi de um pormenor que faz toda a diferença: Portugal, para o bem e para o mal, não é uma Londres nem coisa que se pareça. Aqui as escadas rolantes precisariam de ter plaquinhas a solicitar às pessoas que "pasmem" do lado direito das mesmas para que as pessoas que querem circular o façam pela esquerda. Bem sei: a ideia das escadas rolantes é não mexer a bunda mas, oh gente da minha terra!, qual é a piada de ficar embasbacado a olhar para o "sete estrelo" (como diz mamãe) num centro comercial a entupir o andamento alheio? Há quem leve pressa! E ainda se chocam quando peço «com licença». Ou é por dizer «obrigada»? Pois, compreendo. É vocabulário estranho, que caiu em desuso, bem sei. Mas pronto, fazei lá esse esforcinho e encostai-vos à direita para deixardes passar quem tem mais que fazer do que "contemplar as vistas". Para isso temos jardins e espaços públicos (ainda) floridos e arejados!


 Grata pela atenção!


 
* Texto original escrito em Agosto de 2012.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Isabel Queiroz do Vale chamada à frente loja!

Eu sou uma 'ssoa que se cansa facilmente de algumas coisas. Uma delas vem a ser esta trunfa que me cobre o cocuruto. Ora, ele há dias em que se me passam umas ondas pela moina e vai daí toca de cortar o dito cujo, num corte bem curtinho, modernaço e tudo e tudo. E a coisa nem corre mal. Não fico com saudades das melenas tosquiadas. Pelo menos não costumava ficar. Mas ultimamente dou por mim suspirosa por mais uns cm de cabelo, de modo a que seja mais fácil de esticar.
Agora pergunto: quem se responsabiliza pelos estragos que esta humidade nojentinha faz na minha espécie de franja? Se a malta indignada pode mandar passar as faturas com o NIF do Pedro (Passos), eu tenciono endereçar a continha diária do cabeleireiro ao Pedro... aqueloutro... o Santo!
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Coisas que me apoquentam seriamente. Ou nem por isso!

Tenho andado a pensar: agora que o Relvas foi imolado qual cordeiro da Páscoa para apaziguar os deuses, a que posto de administrador vai o sinhor candidatar-se sendo apenas detentor de um 12.º ano [que até ver pode muito bem ter sido conseguido à custa de oferendas paternas à professora primária do piqueno]?

sábado, 6 de abril de 2013

Corações molengas que nós temos!

Eis a prova de que somos um povo de brandos costumes. Ou de incompetentes. Dependendo do ponto de vista...