Digamos que encontrei passas - DETESTO! - nos cereais e preferi comê-las a ter de me arrastar levantar até à cozinha para as deitar fora. Obviamente não é de preguiça que se trata.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Sim, sim. Os funcionários públicos são uma cambada que não faz nenhum.
Sobre a minha hora de almoço só tenho a declarar que em calhando passo a trazer a garrafinha do soro que assim ao menos posso alimentar-me em qualquer parte e a qualquer hora, já que não me lembro da última vez que comi sentada e sogadita, e a horas que não coincidam com as do lanche!
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Ser gaja é ser-se inimputável (em alguns dias, vá).
É favor porem as gânfias (vulgo dedainas) no ar as que, como eu, em certos dias parece que estão grávidas de sete meses (V. tu não contas porque estás embuchada de verdade) de tão inchadas. Dasss... que karma ser-se gaija!
terça-feira, 7 de maio de 2013
Funcionário público sofre... mas o público sofre muito mais!
Não tenho pachorra para pessoas mal educadas. Eu sou o cúmulo do mau humor, que sou. Às vezes sabe Deus como eu mesma me suporto. Segundo a amiga D. estou muitas vezes no limiar da insolência em relação aos que me são mais próximos. Mas má educação é coisa que não me assiste. Não se trata de presunção, é um facto. Aliás, sou das que tem voz de telefonista quando se trata de atender pessoas. Não há nada que justifique uma falta de educação. Mesmo quando o são para comigo, evito sê-lo para com os outros. Ora, se há coisa que detesto, dizia, são pessoas mal educadas. Mas se há coisa que detesto ainda mais são pessoas mal educadas a desempenharem funções que implicam atendimento ao público e afins. Acho o fim da picada. O cúmulo. Gente, vós sois pagos para ter de lidar com pessoas. Sim, há gente pouco cortês que se vos dirige; sim, tendes de ouvir de tudo um pouco; sim, não há paciência para o mau humor alheio. Mas sois pagos para isso, para apresentar respostas, ajudar, atender pessoas. Esta história é tão batida, rebatida, esbatida que já cheira mal, mas quando chega a nossa vez de ficar 18 minutos e 8 segundos em espera para depois nos dizerem que passaram a chamada 2937592765 vezes para 46528658 departamentos diferentes e que afinal nenhum nos pode ajudar e «olhe, mande mazé um email», a piurça que há em mim salienta-se! Eu tenho de lidar com pessoas de todas as condições sociais, cores, tamanhos e feitios diariamente. Muitos deles faltam-me ao respeito até. Mas asseguro-vos que nunca deixei de tentar ajudar e procurar soluções para aqueles que me merecem essa atenção, desde que esteja ao meu alcance. A atitude dos funcionários da maioria das secretarias, serviços centrais e ademais botequins revela o que o país tem de melhor (not!): o braço cruzado, o laissez-faire laissez-passer, a atitude do deixa andar, da resignação. Não suporto esta desistência, o não querer saber porque dá trabalho! Chiça penico! Um só não fará a diferença, mas se vários uns tentarem... a bem da saúde mental de um forma geral, gente!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
As pessoas arruinam-me as hipóteses de ir para o Céu!
Segundo uma sondagem altamente credível, realizada por moi-même, sou levada a concluir que as pessoas gostam de viver no limite e saborear o risco. Se não vejamos: o que esperam que suceda se me põem a trabalhar com um grupo de cem pessoas, oriundas de todo o mundo? Eu diria, conhecendo-me minimamente, que é dar-me - de bandeja - uma centena de motivos para a chacota.
O primeiro prenúncio do desastre não tardou em se dar. Estava eu, posta em sossego, a escrevinhar, quando uma vozinha sumida me pergunta algo. Levanto o olhar e quase se me dá uma coisinha má. Um nariz, uma verruga na ponta. Foi só o que vi. Um dia não recuarei com pavor e cara de susto, mas hoje ainda não foi esse dia.
Acto continuo bato estes olhinhos lindos-que-que-só-eles num segurança que era um autêntico armário de 2 metros de altura por 1,5 de largura. Todo ele um exemplo de bom gosto: fato cinzento, gravata amarela, sapatos castanhos. Wowww! Calha que o dito cujo tinha as unhas mais arranjadas do que eu. E não contente, usava verniz! Foi ver-me a rir desalmadamente da figureta!
Tento concentrar-me e parecer uma pessoa normal. Meto conversa com o responsável pela função de cicerone. O desgraçado dizia "pugrama" frase sim, frase sim. Não me deu sequer hipóteses!
Melhor mesmo só o meu colega de tarefas. O pobre diabo limitava-se a grunhir "essa é que é essa" e "ora aí está". Um autêntico Steinbroken, que com estas máximas de alto gabarito evitava comprometer-se. Consegui, com esforço, ignorar os óculos tão graduados que parecia que tinha umas cortinas em vez de lentes. Mas há limites para a minha capacidade de abstração. O auge deu-se quando me apresentou esta conversa, vinda do nada, profunda e de sentido indecifrável para uma comum mortal como eu: "Lá em casa quem conduz é só a minha mulher. O meu filho é mestrando e bolseiro. Isto não está fácil para os jovens. Maneiras que num dia de manhã começo a sangrar de uma perna, aquilo não parava. E chovia. A vizinha do lado, enfermeira habituada a estas coisas, nunca vira tal acontecer. Quase me esvaio em sangue. Veio a ambulância. Eram varizes! Varizes, veja bem!" Não, não faltam aqui frases. A sequência (i)lógica foi exactamente esta.
Quando penso que já não tenho mais por onde pegar (salvo seja), há uma bimba que, temerária, se me atravessa à frente. Não é bem "atravessa". É mais "esfrega". Pois vos digo: compradas foram de certeza, mas que par de mamas, senhores! Material topo de gama!
A coisa não ficava completa sem uma das oradoras se ter fanicado e de eu não ter conseguido reagir porque só me ria. Eu nem sou assim, não sou má pessoa; é dos nervos, só pode...
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