Enquanto anda tudo numa lufa-lufa a tratar das férias, à procura da viagem mais barata, da diária mais em conta, dos destinos mais in, eu limito-me a marcar passo porque nem sequer sei quando vou poder marcar férias. Até poderia dizer que é por indisponibilidade horária (vulgo, falta de pilim) que não me ponho a magicar com outras paragens. Mas a verdade é que, depois de hoje me cruzar com uns mochileiros show di bola, temo que se chegar a ir já não volte. E nem importa muito aonde, desde que seja para oriente. Sempre para oriente. [Suspiro profundo!]
terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Não é karma. Não é destino. Sou eu e pronto.
Se não me desgrenhei nem desatei a chorar este fim-de-semana perante a tamanha desgraça fashionista que me sucedeu, asseguro-vos desde já que será tarde que o farei e apenas por motivos de força maior. Mas mesmo assim maior de mais grande, mesmo.
Sábado foi dia de casamento de amigos. Sexta à noite - que eu é tudo assim às pressas e em cima da hora - a experimentar a saia que iria usar, dou-me conta que a desgraçada teima em encravar ali por altura das ancas. Ora, eu lambazona confessa, tive até o cuidado de me portar bem à mesa nas semanas prévias e, verdade seja dita, não estou com umas trancas a la Jennifer ou a la Beyoncé que justificassem tamanho desfasamento nas medidas! Vai de telefonar para a modista para ver o que se pode fazer já que a culpa foi dela por ter cosido o forro à medida do elástico. Pode parecer despiciendo mas este pormenor faz toda a diferença: o elástico estica, o cetim nem por isso. Nos entretantos, já dez marmanjões me aguardam na sede da Junta, esperando o início da Assembleia, enquanto eu, stressada, ando a conduzir que nem uma maluca de um lado para o outro. Três horas depois, muita ida e muita volta, eis que a saia me assenta que nem uma luva. Forro devidamente arranjado, problema resolvido.
Tarde seguinte. Vestir o top revela-se uma autêntica recriação do "E tudo o vento levou", quando a Nanny tenta ataviar a Scarlett com um corpete minúsculo para a desgraçada ficar com uma cinturinha de vespa... anoréctica e subnutrida! O verniz das unhas da S. num fanico de tanto puxar o fecho, a R. a bufar de tanto repuxar o tecido, eu à beira do desmaio com falta de ar e a desconfiar de uma costela anormalmente saliente. Mais puxão menos puxão, a coisa deu-se. Aliás, o que deu foi mesmo o filho de uma grandessíssima meretriz do fecho que, ao primeiro desvio da postura parece-que-comi-um-garfo-e-estou-mais-direita-do-que-um-poste, encomendou a sua alma ao criador. Ainda nem sequer tínhamos entrado na Igreja! A custo repetiu-se a operação de encarceramento e, tentanto mexer apenas a cabeça, lá segui - sabe Deus como! - até ao altar para fazer uma leitura. Nas "bancadas", atentas ao meu respirar compassado, a S. e a R., perdidas de riso a imaginar que era uma questão de tempo até alguma coisa sair dali disparada. Lá se aguentou e ainda não foi desta que o padre se deslumbrou com umas "margaridas" dignas desse nome. Mas como estava destinado a não correr bem e não, pimbas, o fecho fanicou pela terceira vez. Corrida até à loja de chineses mais próxima, écharpe comprada para disfarçar as costas desnudadas, vestido suplente na mala e ala para o copo-de-água. Valem-me nestas alturas de provação as almas caridosas que, muito esporadicamente, me cruzam o caminho e que entre um retoque e outro lá conseguiram solucionar o que parecia irremediável. A gota de água não foi a gamba, nem a postinha de bacalhau, nem a batatinha assada que desgustei durante o jantar. Não foi por ter comido que nem uma perdida que aquele último esticão se deu. Foi um abraço que fez finalmente disparar o fecho de vez. Corrida até ao carro, vestido trocado mesmo ali, à beira da estrada (que bem que isto agora soou), e toca a aproveitar o resto da noite que o baile ainda só agora começou. Ai, espera. Para corolário do disparatado dia, eis que me esqueci de levar sapatos confortáveis. A alternativa? Umas sandálias perdidas na mala do carro que, apesar de serem compensadas e levezinhas, não são nenhumas pantufas. Resultado óbvio: quando finalmente dei com os costados na minha caminha até a ponta das unhas me doiam. Mas tirado isso acho que (me) correu tudo maravilhosamente. Mal posso esperar pelo próximo. Estou tentada a esforçar-me para acrescentar um detalhe tipo gesso ou assim. Cuido que era capaz de compor a toilette...
Sábado foi dia de casamento de amigos. Sexta à noite - que eu é tudo assim às pressas e em cima da hora - a experimentar a saia que iria usar, dou-me conta que a desgraçada teima em encravar ali por altura das ancas. Ora, eu lambazona confessa, tive até o cuidado de me portar bem à mesa nas semanas prévias e, verdade seja dita, não estou com umas trancas a la Jennifer ou a la Beyoncé que justificassem tamanho desfasamento nas medidas! Vai de telefonar para a modista para ver o que se pode fazer já que a culpa foi dela por ter cosido o forro à medida do elástico. Pode parecer despiciendo mas este pormenor faz toda a diferença: o elástico estica, o cetim nem por isso. Nos entretantos, já dez marmanjões me aguardam na sede da Junta, esperando o início da Assembleia, enquanto eu, stressada, ando a conduzir que nem uma maluca de um lado para o outro. Três horas depois, muita ida e muita volta, eis que a saia me assenta que nem uma luva. Forro devidamente arranjado, problema resolvido.
Tarde seguinte. Vestir o top revela-se uma autêntica recriação do "E tudo o vento levou", quando a Nanny tenta ataviar a Scarlett com um corpete minúsculo para a desgraçada ficar com uma cinturinha de vespa... anoréctica e subnutrida! O verniz das unhas da S. num fanico de tanto puxar o fecho, a R. a bufar de tanto repuxar o tecido, eu à beira do desmaio com falta de ar e a desconfiar de uma costela anormalmente saliente. Mais puxão menos puxão, a coisa deu-se. Aliás, o que deu foi mesmo o filho de uma grandessíssima meretriz do fecho que, ao primeiro desvio da postura parece-que-comi-um-garfo-e-estou-mais-direita-do-que-um-poste, encomendou a sua alma ao criador. Ainda nem sequer tínhamos entrado na Igreja! A custo repetiu-se a operação de encarceramento e, tentanto mexer apenas a cabeça, lá segui - sabe Deus como! - até ao altar para fazer uma leitura. Nas "bancadas", atentas ao meu respirar compassado, a S. e a R., perdidas de riso a imaginar que era uma questão de tempo até alguma coisa sair dali disparada. Lá se aguentou e ainda não foi desta que o padre se deslumbrou com umas "margaridas" dignas desse nome. Mas como estava destinado a não correr bem e não, pimbas, o fecho fanicou pela terceira vez. Corrida até à loja de chineses mais próxima, écharpe comprada para disfarçar as costas desnudadas, vestido suplente na mala e ala para o copo-de-água. Valem-me nestas alturas de provação as almas caridosas que, muito esporadicamente, me cruzam o caminho e que entre um retoque e outro lá conseguiram solucionar o que parecia irremediável. A gota de água não foi a gamba, nem a postinha de bacalhau, nem a batatinha assada que desgustei durante o jantar. Não foi por ter comido que nem uma perdida que aquele último esticão se deu. Foi um abraço que fez finalmente disparar o fecho de vez. Corrida até ao carro, vestido trocado mesmo ali, à beira da estrada (que bem que isto agora soou), e toca a aproveitar o resto da noite que o baile ainda só agora começou. Ai, espera. Para corolário do disparatado dia, eis que me esqueci de levar sapatos confortáveis. A alternativa? Umas sandálias perdidas na mala do carro que, apesar de serem compensadas e levezinhas, não são nenhumas pantufas. Resultado óbvio: quando finalmente dei com os costados na minha caminha até a ponta das unhas me doiam. Mas tirado isso acho que (me) correu tudo maravilhosamente. Mal posso esperar pelo próximo. Estou tentada a esforçar-me para acrescentar um detalhe tipo gesso ou assim. Cuido que era capaz de compor a toilette...
sábado, 22 de junho de 2013
Já não estás, mas ainda és.
Muito depois de saíres de casa o teu cheiro ainda pairava no ar. Às vezes imobilizava-me à entrada de uma divisão porque sentia no ar a tua impossível presença ali. Aliás, tu ainda estavas ali, nas tuas coisas deixadas ao acaso, nos teus gestos que a minha memória teimava em evocar, no eco inexistente da tua voz que por vezes julgava ouvir. Longe de me atormentar, a tua presença amenizava as saudades de não te poder ver. Há mais pessoas a usar o teu perfume, a vestir roupas como as tuas, a comer nos mesmos sítios que nós, a ouvir as mesas músicas e a ler os mesmos livros, mas ninguém diz o meu nome como tu o fazias. Contudo, como li recentemente algures, as saudades são preciosas de mais para as desperdiçar em memórias. Fomos felizes enquanto nos foi dado viver no mesmo tempo e no mesmo espaço, e isso é tudo o que importa.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Pareceu-me até ouvir um "Vá lá ver, é tudo a 5€, ó freguesa!"
Há quem veja na majestosidade do Taj Mahal, na beleza do rosto do Brad Pitt, na singularidade de um golo, na perfeição do corpo da Bar Rafaeli ou até mesmo nos meus lindos olhos a prova de que Deus existe. Há quem pasme, justamente, perante paisagens a perder de vista. Já eu tive recentemente a prova de que o Inferno também é coisa para ser real. Entrei numa certa H&M. Não consigo dizer mais nada sobre a dilacerante experiência por que me foi dado passar. Ainda estou fortemente medicada.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Da minha janela vejo o mar. Apetece-me o que está para lá dele.
Uma pessoa gosta da vidinha que leva. Tem de fazer por gostar ou então procurar mudar o que está menos bem. Uma pessoa esforça-se por se adaptar. Tem até a sensação que sim, que são mais os dias em que anda nas nuvens porque o coração se fez leve. Até ao dia - porque esse filho de uma grande meretriz acaba sempre por chegar - em que uns fedelhos amorosos se abeiram de nós, passamos uma tarde de regabofe a ensinar umas coisas aos miúdos e pimbas, no dia seguinte os espaços até onde agora nos sentíamos bem voltam a ser claustrofóbicos. E aquelas vozinhas que desde há tantos anos teimam em zunir aos ouvidinhos voltam a clamar por liberdade. O que raisdiabos estou eu aqui a fazer? Hoje os pés são de chumbo porque o coração voltou a estar carregado de lágrimas.
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