Ai andavas a queixar-te de falta de tempo para ires à praia e para te esparramares a ler? Ora toma lá mais um "pedido" atendido.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Eu também gosto muito de ir à praia.
Há um leque jeitoso de pessoas na minha vida que creio terem como único desígnio da sua medíocre existência convencer-me da maravilha que é essa nobre arte de "fazer praia". Ora, é trabalho escusado porque, como se sabe, sou uma fã incondicional do mar, da areia e do sol então até me poupo de falar. Nas incursões cada vez menos frequentes que faço à praia gosto de tudo: do nalguedo cada vez mais exposto; da falta de noção (não confundir com auto-estima) das banhudas que teimam em usar biquinis como se a dieta que começaram há três semanas tivesse tido os efeitos que os folhetos prometiam; das minhas manchas e dos inevitáveis escaldões (o meu protector solar vai passar a ser uma burka); dos putos em correria que me enchem a toalha de areia e, pior, me acordam com guinchos quando estou a meio de uma agradável e mais do que merecida sesta; das boladas que de quando em vez me acertam na moina (relembro o célebre episódio da bola de rugby que me deixou prostradinha uns quantos minutos e que um dia há-de merecer aqui o seu tempo de antena).
Hellooo! Ide-vos encher de moscas, praiófilos da minha vida, porque a única coisa boa de ir à praia é que quando me deito na areia estou a fazer uma exfoliação automática e isso poupa-me a maçada de me esfregar com mistelas durante o banho semanal (quando calha, vá, que a água está cara e a electricidade nem se fala).
segunda-feira, 1 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
Junho foi mês de…
… voltar a casa. De sentir que não há
apenas um mas vários lugares onde pertencemos ao longo do tempo. De receber amigos. De ser mimada. De jantares inesperados e por isso mesmo insuperáveis. De
bairros enfeitados de cor e da alegria das gentes da terra. De sangria e febras no
pão, que as sardinhas não entram comigo. De voz esganiçada a cantar as marchas. De
olhos marejados de lágrimas de tanto rir. De bailaricos pela noite fora. De
Lisboa que se entranha a cada arraial. De caminhadas pelo campo. De Parabéns
cantados a várias vozes mas com um só sentimento. Da união de destinos do H. e
da J. De ânsia pelo Sol que tardou. De desejo de recomeço. De vontade de (con)viver.
sábado, 29 de junho de 2013
Ainda sou do tempo em que o Perna de Pau sabia a morango verdadeiro e não a uma nhanha agelatinada como agora.
Muito, muito antes da moda das Havaianas chegar a Portugal
(à minha aldeola, pelo menos), existiam uns chinelos de dedo azuis, com umas
riscas no meio da sola tipo arco-íris. Todos os Verões, comprovando que crescera,
tinha direito a um par novo, que comprava na mercearia do costume. Era isso e o
belo do Mini-Milk ou aqueloutro gelado cujo nome ignoro com sabor a banana. E, meninos, era feliz. Oh se era!
Entretanto a minha tia [atolambadinha que dói], a
descer da Scotter, de chinelos, pregou uma tamanha panada num pedregulho que
até a unha do dedo grande lhe saltou. Comecei então a preferir sapatecas
fechadas. Só porque sim.
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