terça-feira, 15 de outubro de 2013

15 de Outubro de 1922 - ...

 
 
 
«O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo
 
Agustina Bessa-Luís

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

E o desnorte continua!

Decidi, depois da desventura de hoje, que vou começar a ser uma pessoa mais orientada. Começa a ser um caso de segurança pública, que me mexe com as economias e me dá cabo dos nervos. Enquanto teve piada deixei passar mas agora que me começou a mexer com o bolso não acho gracinha à brincadeira. Já aqui falei do dia em que o primo P. marcou encontro no Pinhão e eu liguei toda pimpona... do Pocinho. No extremo oposto, portantus. Também não passou despercebido aos mais próximos o quase não-regresso de terras de Sua Majestade à cause de ma desorientation - estava a ver que tinha de lá ficar, que maçada! A última foi marcar um encontro com o titio lindo a dois passos do emprego e, sabe Deus como, ter ido parar ao outro lado da cidade. Uma viagem que a pé me ficaria em 10 minutos saldou-se em sete euros (tão chorados que já foram!) de táxi na viagem de regresso dos cafundéus onde achei que o iria encontrar. Mas o pior do saldo negativo nem é o dinheiro: foi a cara de parva a olhar para os Polícias incrédulos com a minha monumental confusão. Sem ofensa, mas se fosse ceguinha, surda e muda não me teria perdido tanto!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Somos tão... pequenininhos!

Bem pode mudar o sô presidente da Câmara ou o da Junta. Enquanto houver quem, de entre nós, insista em se considerar mais esperto do que os outros - e tenha desplantes obtusos como passar à frente das pessoas nas filas - continuaremos a ter o país que merecemos. Ou que alguns de nós fazem por merecer. E depois queixem-se dos políticos. Corja por corja...

sábado, 28 de setembro de 2013

Já é Outono?

A luz do sol reflectida no mar espelhado deu lugar ao branco da espuma das ondas encrespadas. Insisto em não me invernizar já. Teimo em prolongar a Primavera. Chove lá fora e apetece o quentinho da lareira. Mas ainda não é tempo. Só mais uns dias de sol, que nos aqueçam o corpo e acalentem a alma. 
 
 
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Porque é que sou a favor de se privatizar tudo e mais alguma coisa, a começar nos CTT e a acabar no Estado?

Porque, definitivamente e sem sombras de dúvidas, nós temos o país que merecemos! Ai temos mesmo.
Cenário: cuidáveis vós que eu vos andava a endrominar com a historinha de enviar coisas para Timor, mas não era brincadeira. Tirei-me de cuidados, alevantei-me cedíssimo, fiz as ditas compras e fui aos CTT enviar as coisinhas para serem distribuídas por quem mais precisa delas. Carregada com mil e uma caixa, não tive outro remédio se não, à boa maneira bertolda, enfiar o xizato que a funcionária me emprestou no bolso de trás das calças para libertar as mãos. Nunca mais me lembrei dele e foi nessas figuras [com um xizato tamanho XXL, cor de laranja florescente a querer cair do bolso dos jeans] que fui apanhar os transportes e que me andei a passear pelas ruas da cidade. Ora, chegada a casa dou-me conta do aparato e pensei logo em ir devolver o dito cujo. A questão que se coloca aqui é: eu até estou precisada de um xizato, que é coisa para dar jeito lá por casa e no trabalho. Já o mesmo não pensa a senhora a quem o tentei - notai: tentei! - devolver, que insistia que poderia ser engano. Sim, tinha um a mais em casa e vim doá-lo! E insistia que não era dela. Pois não, não era! Era de todos, porque era dos CTT. Se fosse numa empresa privada, se ela mesma tivesse comprado o seu material como eu tive de fazer apesar de trabalhar num organismo público se calhar estimava-o e provavelmente dava conta que ele tinha sumido. É só um xizato, mas se multiplicarmos por todas as alminhas que acham que o material da empresa não é de ninguém temos como resultado o belo buraco orçamental. E quem diz xizato diz gasolina, diz carros, diz viagens e o diabo-a-quatro! Porque o que é do Estado é de todos, mas só quando é para receber. Quanto se trata de perceber que quando lesamos o Estado é a nós mesmos que estamos a lesar parece que as contas são complicadas de mais para se fazerem de cabeça!