terça-feira, 2 de julho de 2013

Eu também gosto muito de ir à praia.

Há um leque jeitoso de pessoas na minha vida que creio terem como único desígnio da sua medíocre existência convencer-me da maravilha que é essa nobre arte de "fazer praia". Ora, é trabalho escusado porque, como se sabe, sou uma fã incondicional do mar, da areia e do sol então até me poupo de falar. Nas incursões cada vez menos frequentes que faço à praia gosto de tudo: do nalguedo cada vez mais exposto; da falta de noção (não confundir com auto-estima) das banhudas que teimam em usar biquinis como se a dieta que começaram há três semanas tivesse tido os efeitos que os folhetos prometiam; das minhas manchas e dos inevitáveis escaldões (o meu protector solar vai passar a ser uma burka); dos putos em correria que me enchem a toalha de areia e, pior, me acordam com guinchos quando estou a meio de uma agradável e mais do que merecida sesta; das boladas que de quando em vez me acertam na moina (relembro o célebre episódio da bola de rugby que me deixou prostradinha uns quantos minutos e que um dia há-de merecer aqui o seu tempo de antena).
Hellooo! Ide-vos encher de moscas, praiófilos da minha vida, porque a única coisa boa de ir à praia é que quando me deito na areia estou a fazer uma exfoliação automática e isso poupa-me a maçada de me esfregar com mistelas durante o banho semanal (quando calha, vá, que a água está cara e a electricidade nem se fala).